Sexta-feira, Maio 26, 2006

PROJETO BOA HORA...


Conheça AQUI um pouco do projeto Boa Hora, uma série de documentários idealizada pelas jornalistas Daniela Buono e Joanna Savaglia. Ainda em busca de patrocínio para lançar os vídeos nas emissoras de TV, o Boa Hora pretende incentivar um aumento no número de partos normais - tanto em casa, quanto em hospitais - e diminuir o índice de cesáreas desnecessárias, que acontecem por comodidade da mãe ou do próprio médico.

**Vídeo sobre o Projeto "Boa Hora! - A gravidez, o parto e o pós-parto com naturalidade"**

Agradecimento:
Daniela Buono (11) 8158-7004 & Joanna Savaglia (11) 3167-3866

escrito por BARTIRA CARVALHO em 12:14

Quarta-feira, Maio 24, 2006

SUS vai pagar despesas de acompanhante em partos


Fonte:http://www.comciencia.br/noticias/2005/12/parto.htm

A partir de dezembro (NOTA DA BART: essa notícia foi publicada em meados de dezembro de 2005!), qualquer gestante atendida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) terá direito a ter um acompanhante, com custos pagos pelo Estado, de acordo com portaria do Ministério da Saúde. A medida foi publicada no Diário Oficial da União em 6 de dezembro, e vem regulamentar a lei 11.108, sancionada em abril deste ano, que obriga o governo a permitir a presença de um acompanhante escolhido pela gestante na sala de parto. No mesmo dia, a enfermeira Odaléa Maria Brüggemann defendeu tese sobre o assunto, no Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

Em seu estudo, Odaléa investiga a importância de um acompanhante durante e após o trabalho de parto. Como base da pesquisa, ela mediu o nível de satisfação em vários procedimentos antes, durante e após o parto, num grupo de 212 gestantes - 105 acompanhadas e 107 sem acompanhamento - atendidas no Hospital Estadual de Sumaré, entre fevereiro de 2004 e março de 2005. O questionário incluía variáveis como cuidados e orientação médica durante o parto, e foi aplicado em até 24 horas depois do parto. A enfermeira constatou que as mulheres acompanhadas tiveram um índice de satisfação cinco vezes maior em relação aos resultados apurados no grupo de controle. Em se tratando do pré-parto, o índice foi oito vezes maior, quando comparado com as mulheres que não tiveram acompanhante.

A tese inclui, ainda, uma pesquisa qualitativa com onze profissionais de saúde. Segundo Odaléa, embora os entrevistados digam que o apoio emocional garantido pela presença de um acompanhante não interfere na rotina hospitalar ou na conduta clínica, eles admitem que a presença do acompanhante resgatou nos profissionais de saúde o significado do nascimento, provocando uma atitude mais humana e menos rotineira. "Mas se não houver essa atitude positiva dos profissionais em relação ao acompanhante, de nada adianta a lei", alerta a pesquisadora.

Embora essa prática seja recomendada pela Organização Mundial da Saúde para a humanização do nascimento, existem poucos exemplos na América Latina. O Uruguai foi o primeiro país a ter uma legislação para garantir esse direito às mulheres; na vizinha Argentina, a lei foi implantada há dois anos. O fato de só agora o Brasil ter despertado para essa necessidade deve-se ao receio, por parte dos profissionais de saúde, de que o acompanhante pudesse introduzir infecções ou interferir nas atividades médicas.

De acordo com outros estudos científicos nacionais e internacionais citados na tese e que envolvem mais de 5 mil mulheres, as gestantes ficam mais seguras e confiantes durante o parto, quando acompanhadas por alguém de sua confiança. As pesquisas mostram que essa presença pode significar uma redução nas medicações para alívio da dor, na duração do trabalho de parto, no número de cesáreas e nos casos de depressão pós-parto.


Dificuldades

A realidade brasileira, contudo, coloca em dúvida a implementação da lei. Segundo o médico e diretor associado do Centro de Atenção Integral à Saúde da Mulher (Caism) da Unicamp, Renato Passini Júnior, que já viajou pelo país como membro da comissão avaliadora dos cursos de residência médica em ginecologia e obstetrícia, a maior parte das maternidades públicas funciona com espaço limitado para a equipe médica e de enfermagem. "A lei tem um significado bonito para a humanização do parto, mas o governo precisa melhorar a infra-estrutura de seus hospitais", diz o médico.

Os hospitais públicos e conveniados terão seis meses para adequar e reorganizar o espaço disponível para permitir acompanhantes durante o parto. O Ministério da Saúde pretende repassar um incentivo financeiro adicional para cada Autorização de Internação Hospitalar (AIH), garantindo ao acompanhante o recebimento de acomodação e refeições. A portaria de regulamentação da lei foi assinada pelo ministro da Saúde, Saraiva Felipe, durante a II Conferência Internacional sobre Parto Humanizado, realizada no Rio de Janeiro, em 2 de dezembro.

escrito por BARTIRA CARVALHO em 23:42

Quarta-feira, Maio 10, 2006

Rede de mulheres faz ação pública pelo parto normal em cinco capitais no Dia das Mães


No mês em que se comemora o Dia das Mães e a Semana Mundial de Respeito ao Nascimento, a rede Parto do Princípio, que reúne 200 ativistas em 13 estados brasileiros, vai às ruas para homenagear as mães brasileiras e incentivar uma nova forma de gestar, parir e nascer.



A ação coordenada acontece no sábado, dia 13 de maio, em São Paulo (Parque Ibirapuera - das 14:30 às 17 hs), Rio de Janeiro (Parque dos Patins - das 11 às 14 hs), Recife (Parque da Jaqueira - das 15:30) e Porto Alegre (Parque da Redenção - das 11 às 13 hs).
Em Salvador o evento ocorrerá no final da passarela que liga a Rodoviária com o Shopping Iguatemi, ocorrendo em frente a entrada do mesmo, das 12:00 hs as 13:30 hs, marcando, também, o lançamento do Núcleo Salvador. O evento terá a participação da Dep. Estadual Lidice da Mata.
As ativistas estarão vestidas com a camiseta da Parto do Princípio e vão dar um presente para as mulheres em homenagem ao Dia das Mães. Haverá também a distribuição de panfletos de incentivo ao parto normal ativo e protesto contra o uso indiscriminado da cesariana no Brasil.

A ação também divulgará o novo site da rede (www.partodoprincipio.com.br), que reestréia esta semana totalmente reformulado: novo layout, novos artigos (que exploram a fundo a questão da dor do parto), novas seções (notícias, relatos de partos, entre outras) e uma entrevista exclusiva com Renata Dias Gomes, neta de dois gênios da dramaturgia brasileira, Janete Clair e Dias Gomes. Ela fala sobre seu parto natural hospitalar, seu ativismo pró-parto-normal e a vida como roteirista de telenovelas.

O novo site está lançando ainda a Campanha pelo Fim da Taxa do Acompanhante nas Maternidades Particulares, que pretende levar um abaixo-assinado ao Congresso Nacional, pedindo que a Lei do Acompanhante (recém-aprovada para o SUS, garantindo a presença acompanhante no momento do parto) passe a valer também para os hospitais privados, sem custos para a gestante.

A ação pública e o novo site representam a participação 'antecipada' da Parto do Princípio na Semana Mundial de Respeito ao Nascimento, promovida pela ONG francesa AFAR (www.smar.info), que acontece de 15 e 21 de maio, em diversos países da Europa e na Argentina. O objetivo geral do movimento é protestar contra o uso excessivo de intervenções médicas no momento do nascimento, os desnecessários protocolos hospitalares e a industrialização do processo de nascimento.


*INFORMAÇÕES COMPLEMENTARES*

Desde seu lançamento, em 8 de março, Dia da Mulher, a Parto do Princípio - Mulheres em Rede pela Maternidade Ativa, vem tendo repercussão muito positiva tanto na mídia quanto na sociedade civil. Durante a semana de estréia do site, por exemplo, foram dadas mais de 20 entrevistas para a mídia, o site recebeu mais de 2 mil acessos e o movimento conquistou 50 novas filiações.

"Nosso objetivo é oferecer 'apoio de mulher para mulher' para quem está grávida ou planeja ficar", diz Ingrid Lotfi, uma das idealizadoras do movimento formado por uma rede virtual de mulheres brasileiras, que trabalham diariamente pela internet na divulgação dos benefícios do parto normal ativo.

O próximo passo é registrar o movimento como ONG, o que deve acontecer ainda este ano para que a Parto do Princípio possa ampliar seu papel enquanto canal de informação e apoio às gestantes que desejam ter um parto normal ativo, mas enfrentam os inúmeros obstáculos no sistema obstétrico brasileiro, que registra altas taxas de cesariana (27% na rede pública e 80% na rede particular de saúde).

O movimento prevê ainda uma série de ações de alcance local e nacional. Conheça algumas delas:

- Promover encontros presenciais gratuitos de apoio e discussão sobre gravidez, parto e pós-parto em todas as cidades onde exista uma representante da rede.

- Articular o envio de críticas e reclamações para veículos de comunicação que divulgarem informações equivocadas sobre gravidez e parto.

- Conquistar espaço na mídia para divulgar informação de qualidade sobre gravidez e parto, sempre alinhadas com as recomendações da Organização Mundial de Saúde.

- Produzir uma cartilha para divulgação dos benefícios do parto normal ativo.

- Oferecer material de divulgação e realizar palestras com informação de qualidade em comunidades locais (igrejas, empresas, escolas, etc).

- Representar a 'voz das mulheres' em eventos científicos e sociais de saúde da mulher, saúde infantil e saúde reprodutiva (congressos, conferências médicas, feiras).

- Produzir documentários, vídeos e programas de rádio educativos para distribuição e veiculação gratuitas em todo o Brasil.

- Produzir campanhas contra o desrespeito e descumprimento dos direitos da mulher nas instituições públicas e particulares.

- Realizar um Congresso Anual para discussão de conquistas e metas das mulheres na luta pela humanização do nascimento e melhoria no atendimento ao parto no Brasil.

- Promover uma comissão política responsável pela elaboração de documentos, manifestos, abaixo-assinados e articulação de projetos de lei municipais, estaduais e federais.


*FICHA TÉCNICA*

Evento:
Ação Parto do Princípio no Dia das Mães

Data:
Sábado, 13 de maio

Locais:

São Paulo - Parque Ibirapuera - Praça do Porquinho - portão 6
Horário: das 14:30 às 17 hs

Rio de Janeiro - Parque dos Patins
Horário: das 11 às 14 hs

Recife - Parque da Jaqueira
Horário: das 15h30 às 17hs

Porto Alegre - Parque da Redenção
Horário: das 11 às 13 hs

Salvador - em frente ao Shopping Iguatemi, final da passarela entre a Rodoviária e o Shopping
Horário: das 12 às 13:30 hs


*MAIS INFORMAÇÕES SOBRE A AÇÃO*

SP
Roberta Marcinkowski - roberta@partodoprincipio.com.br
Tel. (11) 3272-8908 / 8208-2119

Daniela Buono - danibuono@partodoprincipio.com.br
Tels. (11) 5536-0182 / 8158-7004

Ana Cristina Duarte - anacris@partodoprincipio.com.br
Tels. (11) 3727-1735 / 9806-7090

Luiza Naked - luiza@partodoprincipio.com.br
Tel. (11) 9274-3731

Renata Penna - repenna@partodoprincipio.com.br
Tels. (11) 61626654 / 81444816

RJ
Maíra Libertad Soligo Takemoto - maira@partodoprincipio.com.br
Tel. (21) 8204-9279

Ingrid Oliviera Lotfi - ingrid@partodoprincipio.com.br
Tel. (22) 2453-4368 / 9321-2989

RS
Larissa Grandi
Tel. (51) 3249-6034 / 9986-7488 - larissa@partodoprincipio.com.br

BA
Monica Camões - monicatcamoes@hotmail.com
Tel. (71) 3334-5346

PE
Moema Silva - moemasilva@terra.com.br
Tel. (81) 9635-5313 / 3468-7921

Daniela Gayoso - dangayoso@oi.com.br
Tel. (81) 9973-8035 / 3454-2505

Julia Morim - jmorim@yahoo.com
Tel. (81) 9979-8817 / 3266-5043

Marina Maria - marinamts@gmail.com
Tel. (81) 8805-2105 / 3274-0444

escrito por BARTIRA CARVALHO em 23:36

Segunda-feira, Maio 08, 2006

Uma rede nacional de mulheres unidas pelo seu direito de parir...


Partimos do princípio de que uma nova forma de gestar é possível.

Partimos do princípio de que toda mulher pode fazer sua revolução particular para ter um parto normal, ativo e saudável.

Nosso princípio é o fim das cesarianas desnecessárias no Brasil!

Conheça nosso trabalho e participe: www.partodoprincipio.com.br.

Com base nos nossos princípios acreditamos que começando por cada uma de nós é que podemos fazer uma história diferente para o parto e nascimento no Brasil!

Junte-se a nós na Ação da Parto do Princípio no Dia das Mães, em prol do protagonismo da mulher no parto e contra as cesarianas desnecessárias no nosso país!

A Ação será realizada em várias cidades do Brasil no sábado, dia 13 de maio, em homenagem também ao dia das mães... Aqui no Rio de Janeiro estaremos no Parque dos Patins, na Lagoa, das 11 às 13 horas.

Às 11 horas haverá a apresentação do Grupo de gestantes da Casa de Parto David Capistrano (Realengo - RJ) que faz dança como terapia corporal na gestação. Após, estaremos reunidas para uma confraternização e para trocar informações, dar orientações sobre nossa rede e divulgar nosso trabalho.

VENHAM NOS ENCONTRAR!!!

Para mais informações, entre em contato comigo por email: bartira.carvalho@globo.com.

escrito por BARTIRA CARVALHO em 22:35

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Meu nome é Ingrid Lotfi, tenho 28 anos, sou do Rio de Janeiro. Sou doula formada pela ANDO e Analista de Sistemas. Sou casada e tenho um filho de 3 anos e 6 meses, chamado João Victor que nasceu de uma cesárea desnecessária, o que gerou todo esse meu envolvimento com a área de humanização do nascimento.

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Meu nome é Bartira Carvalho, tenho 28 anos, sou do Rio de Janeiro. Sou bióloga e trabalho com Informática na área das Geociências. Sou casada e tenho uma filha de 4 anos que nasceu de parto normal hospitalar. Meu interesse pelo Parto Humanizado vem da época da gestação, mas somente em 2003 consegui pensar sobre o parto, digerí-lo e então lutar pela divulgação da humanização do nascimento. Também escrevo no XôEpisio!

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Recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1996

Para humanizar o Parto as seguintes condutas:
No pré-natal
planejar onde e como o nascimento será assistido;
avaliação do risco durante a gestação;
monitoramento do bem-estar físico e emocional da mulher;
respeitar a escolha da gestante sobre o local e nascimento;
prestar informações sempre que necessário;

Na admissão
respeitar a privacidade da mulher;
respeitar a escolha do acompanhante;

Durante o trabalho de parto
oferecer líquidos via oral;
dar suporte emocional empático;
prestar informações sempre que necessário
uso único de materiais descartáveis;
respeitar o direito à opinião sobre a episiotomia;
corte do cordão umbilical tardio com material estéril;

Posição durante o trabalho de parto
encorajar a posição não deitada;
liberdade de posição e movimento;

Controle da dor
alívio por meios não invasivos, não farmacológicos (massagens, técnicas de relaxamento, etc...);

Monitoramento
do bem-estar físico e emocional da mulher;
fetal, por ausculta intermitente do progresso do trabalho de parto por meio do partograma;

Após a dequitação
exame de rotina da placenta;
uso de ocitócitos no terceiro estágio se há risco de hemorragia;
prevenção da hipotermia do nenê;
amamentação na primeira hora.

Os Direitos da Mulher
01. Presença do companheiro ou alguém da família para acompanhar o parto, dando segurança e apoio.
02. Receber as orientações, passo a passo, sobre o parto e os procedimentos que serão adotados, com a mulher e o bebê. A mulher bem informada faz melhor a sua parte, ajuda mais.
03. Receber líquidos (água, suco), pois o trabalho de parto pode durar até 12 horas.
04. Liberdade de movimentos durante o trabalho de parto. A mulher pode caminhar sem restrições.
05. Escolha da posição mais confortável para o parto.
06. Relaxamento para aliviar a dor. Pode ser massagem, banho morno ou qualquer forma de relaxamento conveniente para a mulher.
07. Parto seguro, sem muitos procedimentos que podem até atrapalhar em vez de ajudar. É importante verificar sempre as contrações e escutar o coração do bebê.
08. Contato imediato com o bebê logo que nasce. Muito importante para mãe e filho.
09. Alojamento conjunto, para que o bebê fique o tempo todo perto da mãe, recebendo seu carinho e atenção.
10. Respeito. A mulher deve ser respeitada, chamada pelo nome, ter privacidade, ser atendida em suas necessidades.

Ministério da Saúde

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